Tenho oscilado entre ser Alice ou o Coelho do País das Maravilhas. Estou sempre apressada, muito apressada. Mas, como Alice, também sou uma observadora deste mundo surreal, deste país de sonhos e de absurdos.
Há que se ter imaginação, humor neste universo de nonsense, para que tudo possa ter sentido. Há que se controlar os impulsos e não beber todo o conteúdo, correndo o risco de ficar grande ou pequena demais aos olhos dos outros.
Talvez, também eu precise dos ensinamentos de uma lagarta para aprender a lidar com tiranos, os aduladores, os corruptos. Conversar com chapeleiros loucos, gato sorridente, “Cheshire Cats”, rainhas tiranas. Para amadurecer e alcançar a liberdade, afirmando-me como pessoa independente. E finalmente acordar.
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