
Assisti ao filme recordista de indicações ao Oscar - Onde Os Fracos Não Têm Vez - interpretando pelo impagável Anton Chigurh. Seu enigmático corte de cabelo demonstra visualmente que aquele homem não é comum, é a cara do Beiçola, o dono da pastelaria da Grande Família. Os diretores do filme certamente se inspiraram no visual pasteleiro, ao criar o personagem. Não fosse pela ausência de barriga eu até poderia pensar que eram a mesma pessoa.
Voltando ao filme, podemos dizer que ele desconstrói o modelo Hollywoodiano que esperamos das cenas, o mocinho morre no final, o xerife é um bundão preguiçoso, todos os atores famosos que aparecem são assassinados, e no final, quando se acredita que o serial killer morre no acidente, surpreendentemente ele escapa e foge, a pé.
O filme é muito bem realizado, bem dirigido, fotografias excelentes, Javier Bardem dá um show. É monótono e arrastado, mas prende o espectador pela perseguição implacável. O que importa no filme não é exatamente o enredo, mas os desenlaces totalmente inesperados, por serem banais, sem qualquer lance espetaculoso, como em geral ocorre no cinema americano. Não há desfecho, o que vale é a caçada.
Acho que o grande lance do filme é justamente o non sense.
Mas, se por um lado o filme traz cenas inesperadas, por outro, é extremamente obvio, confirmando o estilo americano de exploração da violência.
Sugiro a quem queira assistir, que leia antes a sinopse, para que não sai do cinema com a nítida sensação de que pegou o bonde andando, ou que foi roubado, ludibriado pelo Oscar.
Voltando ao filme, podemos dizer que ele desconstrói o modelo Hollywoodiano que esperamos das cenas, o mocinho morre no final, o xerife é um bundão preguiçoso, todos os atores famosos que aparecem são assassinados, e no final, quando se acredita que o serial killer morre no acidente, surpreendentemente ele escapa e foge, a pé.
O filme é muito bem realizado, bem dirigido, fotografias excelentes, Javier Bardem dá um show. É monótono e arrastado, mas prende o espectador pela perseguição implacável. O que importa no filme não é exatamente o enredo, mas os desenlaces totalmente inesperados, por serem banais, sem qualquer lance espetaculoso, como em geral ocorre no cinema americano. Não há desfecho, o que vale é a caçada.
Acho que o grande lance do filme é justamente o non sense.
Mas, se por um lado o filme traz cenas inesperadas, por outro, é extremamente obvio, confirmando o estilo americano de exploração da violência.
Sugiro a quem queira assistir, que leia antes a sinopse, para que não sai do cinema com a nítida sensação de que pegou o bonde andando, ou que foi roubado, ludibriado pelo Oscar.
Um comentário:
"...o mocinho morre no final..."
Perai Marcia, que mocinho?
Não considero aquele cara que fugiu com dinheiro mocinho não!
No meu entender ali nem tem mocinho e nem bandido, tá um mix de personalidades em cada um deles!
Lembra do papo do beiçola com a mulher do pseudo mocinho? ele contou pra ela q o beiçola preferiu continuar com a mala de dinheiro mesmo sabendo q o beiçola ia atras da mulher pra mata-la.
depois debateremos mais esse tema!
ahhahaha
beijos e adorei o blog!
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